A pesquisa científica deixou de ser uma experiência restrita ao ensino superior e passou a fazer parte da rotina dos estudantes desde os primeiros anos escolares. Esse movimento se reflete na MOBIPE 2026, que reuniu a marca de 900 projetos inscritos, um crescimento de 28,6% em relação ao ano anterior. No Passo Certo Bilingual School, a iniciativa fortalece uma proposta pedagógica que incentiva os estudantes a transformar curiosidade em investigação, conhecimento e inovação.
Pesquisa científica desde o início da vida escolar
Ao longo da trajetória escolar, os alunos aprendem a observar fenômenos, formular perguntas, investigar problemas reais e comunicar suas descobertas. O processo inicia já na Educação Infantil, por meio do Projeto Íris, segue para a Mostra do Conhecimento e a MOBIPE Juniores, chegando aos Anos Finais e ao Ensino Médio com a MOBIPE 2026. Os projetos são exibidos durante o evento InovaMente, que neste ano será realizado no dia 26 de setembro.
Segundo a coordenadora dos Anos Finais do Ensino Fundamental do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP), Raquel Lucy Boff, o aumento no número de projetos inscritos não aconteceu por acaso, é parte de um trabalho contínuo realizado nas escolas.
“Estamos trabalhando fortemente no engajamento das equipes após a pandemia, registrando crescimento ano após ano. Temos uma organização central, conduzida pela professora Renata Rauth, e professores responsáveis em cada unidade, que compõem o Núcleo de Orientação Científica”, afirma.
Raquel explica que os educadores do Núcleo atuam diretamente no fortalecimento da cultura científica entre estudantes e professores e destaca que, na educação, processos consistentes geram resultados sólidos ao longo do tempo.
MOBIPE 2026 conecta ciência aos desafios do presente
Os projetos apresentados na MOBIPE 2026 mostram que a pesquisa desenvolvida pelos alunos está diretamente ligada às transformações da sociedade. Como consequência, entre os assuntos mais investigados estão inteligência artificial, sustentabilidade, saúde mental, neurodiversidade, inclusão e redes sociais.
Após a feira, os melhores trabalhos seguem para uma banca avaliadora que seleciona os projetos que representarão os colégios da Rede Positivo em eventos científicos como FEBRACE, FEBIC, FECCI, FENECIT e MOSTRATEC.
Para a professora Renata Rauth, a MOBIPE 2026 representa uma oportunidade em que os estudantes assumem o protagonismo da própria aprendizagem ao investigar problemas reais e utilizar o conhecimento científico para transformar a realidade.
“Mais do que uma feira de ciências, a MOBIPE é uma demonstração concreta de que nossos estudantes são capazes de pesquisar, criar, inovar e contribuir para a construção do conhecimento. Ela fortalece a imagem da escola como um espaço que valoriza a ciência, incentiva o protagonismo juvenil e prepara seus alunos para os desafios do presente e do futuro”, conclui.