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Educação Digital e Computação passa a integrar o currículo do Passo Certo Bilingual School

Desde o início do ano letivo de 2026, os estudantes do Passo Certo Bilingual School passaram a contar, oficialmente, com um novo componente curricular em sua grade. A Educação Digital e Computação integra o currículo, ampliando a formação dos estudantes diante dos desafios contemporâneos da tecnologia. Desta forma, estando atualizados quanto a como lidar com a informação e a inteligência artificial,fortalecendo assim competências exigidas no mundo atual. 

O novo componente curricular vai de encontro à Deliberação CEE/PR n.º 04/2025, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de Educação Digital e Computação na educação básica no estado do Paraná.  

Implementação do novo componente curricular 

A implementação do novo componente curricular irá ocorrer em duas frentes complementares: como disciplina formal e como prática transversal ao longo da formação. Como componente curricular obrigatório, a Educação Digital e Computação será ofertada no 5º e 6º Ano do Ensino Fundamental e na 1ª e 2ª Série do Ensino Médio, com carga horária definida e objetivos pedagógicos específicos para cada etapa.  

Além disso, a Educação Digital também permeará todos os demais segmentos, integrando projetos, atividades e práticas pedagógicas em diferentes áreas do conhecimento. Em 2026, essa transversalidade estará prioritariamente associada ao componente Maker, especialmente no Ensino Fundamental, onde o trabalho já dialoga com pensamento computacional, cultura de inovação e resolução de problemas. 

Comitê do Currículo Digital 

Com o objetivo de fortalecer a formação integral dos estudantes diante dos desafios atuais relacionados à tecnologia, à cidadania digital e ao uso consciente da Inteligência Artificial, foi instituído o Comitê do Currículo Digital. A iniciativa reúne especialistas de diferentes áreas para orientar e estruturar a implementação do novo componente curricular nas escolas. 

“A proposta é que o comitê atue de forma interdisciplinar, reunindo representantes pedagógicos, especialistas em tecnologia educacional e lideranças acadêmicas, para definir competências digitais por etapa de ensino, garantir alinhamento com a BNCC e demandas contemporâneas, avaliar e curar recursos tecnológicos com critério pedagógico, propor formações docentes contínuas, monitorar impactos e ajustar rotas”, explica o assessor de tecnologia e um dos coordenadores do Comitê do Currículo Digital, Cincler Tibes.   

Eixos estruturantes da BNCC 

Segundo Tibes, o trabalho do grupo se ancora nos três eixos definidos pela BNCC da ComputaçãoPensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital. Para o profissional, os pontos mais relevantes deles seriam:  

  • Pensamento crítico e curadoria de informação: saber analisar fontes, identificar vieses e verificar informações.   
  • Pensamento computacional: decompor problemas e identificar padrões.  
  • Produção digital criativa: criar conteúdos autorais, como textos, vídeos, projetos e protótipos.  
  • Cidadania e ética digital: compreender responsabilidade, privacidade, segurança e impacto social da tecnologia.   
  • Uso estratégico de IA e ferramentas digitais: saber utilizar a tecnologia para ampliar a própria capacidade cognitiva e não a substituir. 

Educação Digital e Computação no Ensino Médio 

No Ensino Médio, ao dialogar diretamente com a formação acadêmica, profissional e cidadã dos estudantes, a implementação do componente de Educação Digital e Computação ganha contornos ainda mais estratégicos. A proposta é preparar os jovens para atuar de forma crítica, ética e autônoma em uma sociedade profundamente digital, na qual tecnologia, informação e inteligência artificial fazem parte do cotidiano pessoal, acadêmico e do mundo do trabalho. 

De acordo com a coordenadora do Ensino Médio no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP), Lucimeire Fedalto, a proposta dos colégios da Rede Positivo é formar um estudante que atue de forma crítica, criativa e que esteja preparado para coexistir e liderar com ética em um mundo cada vez mais digital. 

“Um componente estruturado nessa área prepara para o mundo corporativo, que já opera em ecossistemas digitais mais complexos, desenvolve pensamento lógico, crítico e analítico; contribui para a formação de cidadãos capazes de compreender as implicações éticas e legais da produção e circulação de informação, além de reduzir vulnerabilidades relacionadas à desinformação, exposição indevida e manipulação algorítmica”, destaca a profissional.  

Formação continuada dos professores 

Lucimeire destaca ainda que os professores têm recebido o suporte e formação de qualidade, tudo para poderem ser mediadores desse processo com os estudantes. “Recentemente nos reunimos, em parceria com a I.GO for education — parceira também na implementação do projeto com os alunos — em uma imersão sobre os temas que permeiam a Educação Digital e a Computação no Parque Tecnológico da indústria, FIEP, em Curitiba. O dia foi um convite à disrupção e à criatividade”, finaliza a profissional.  

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